LIDER COMPLETO
Recentemente estava lendo a entrevista do especialista em gestão financeira Jeremy Hope que falva sobre seu novo livro Reinventing the CFO: How Financial Managers can Transform Their Roles And Add Greater Value, com este enorme titulo algo em Português como "reinventando o Diretor Financeiro: como gestores financeiros podem transformar suas atribuições e agregar maior valor" Ele concedeu uma entrevista à HSM e foi muito interessante observar sua colocações corajosas, inovadores e, sobretudo provocantes.
Por José Zulmar Lopes
Resumindo, o que ele queria dizer era que os gestores financeiro parassem de olhar para o próprio umbigo e passassem a ser muito mais que um gestor de números. Isto chocou muita gente da área financeira, porque consideram uma atividade nobre e intocável, a gestão dos números. No entanto, de acordo com Hope, espera-se deste novo gestor apoio total a estratégia geral e liderança que possam impulsionar o bom desempenho dos gestores por toda a companhia visando aumentar o lucro. Ou seja, ele quis dizer em outras palavras, tornar o departamento financeiro uma área mais próxima da área comercial,marketing, logística, administrativa e por aí vai.
E ele vai mais longe dizendo que "o melhor gestor que ele conhece não é um homem de finanças... E completa: "é muito simples. Se não estivermos tão apegados ao controle do orçamento linha por linha, podemos usá-lo de forma criativa. O Importante, completa ele, é saber o limite para gastar o dinheiro e não enxergar apenas pedaços do negócio. Os acionistas não querem detalhes, eles querem saber para onde a companhia esta indo. Além disto, diz ele, quanto mais detalhes, menor a precisão. Para uma quantidade de previsões melhor, é preciso ter números , direcionadores-chave, Só isto." Finaliza ele.
Particularmente para nós gestores, assusta um pouco por que consideramos a máxima "que tudo que não pode medido não pode ser gerenciado " , (aliás título de chamada de meu blog.) E esta é uma consideração muito importante, porque o grande segredo de chegar a precisão de detalhes financeiros é "fatiar o elefante", ou seja, quanto mais detalhes pormenorizados, mas fácil poderemos identificar desvios ou apontar tendências. Por isto, desconfio quando o especialista guru , atesta " que quanto mais detalhes, menor a precisão". Além disto, precisamos ser precavidos com os novos gurus de plantão que sempre aparecem. Segundo o Wikipédia Guru significa em sânscrito, um professor no Hinduismo, Budismo, e Sikhismo, que possui um profundo entendimento da alguma linha filosófica, ou na religião indiana, como um guia sagrado para à auto-realização.Vejam só, como as distorções e modismos temporais criam novidades.
Não obstante, na minha opinião , para que nossa mente funcione ela tem que parecer como um para-quedas: tem que estar sempre aberta. E, por esta razão, pocuro ver as coisa sem qualquer emoção.Como poetisava Raul Seixas "eu prefiro ser um metamórfose ambulante, do que ter uma ideía formada sobre tudo " Daí eu concordar em parte como o que ele diz. É indubitavel que a gestão moderna mudou. E por isto eu concordo que o gestor deve parar de olhar para seu próprio umbigo e ter uma visão mais holistica ( para usar um pouco de "corporativez") sobre os processos.
Por isto , me chamou a atenção da chamada de capa da última revista Você S/A que aborda este tema, mantidas as particulariedades da pauta que foca mais o líder e não o gestor financeiro mas que porém mantém uma linha semelhante deste pensamento modernista. O líder completo, segundo a reportagem, tem que entender de produtos e serviços de sua empresa, conhecer bem os clientes, conhecer os resultados estudar bem o negócio, além de, gerir pessoas muito mais além do que sua equipe, sendo capaz de envolver todas as áreas da empresa fazendo com que suas idéias cheguem a outros envolvidos e, finalmente que ele seja um líder de sí mesmo, ou em outras palavaras, tenha a capacidade de manter o equilibrio entre a vida pessoal e a profissional sendo dono de sua agenda.
Bem, em ambos nos casos na minha opinião, trabalhamos 50% com a realidade e outros 50% com mitos e modismos do mundo corporativo atual. Podem ficar certos no entanto, que em breve surgirá outra novidade .Que certamento 50% será aproveitável e outros 50% serão modismos, ou lixo.
José Zulmar Lopes |
 |
|
Administrador de empresas, tendo desenvolvido carreira a nível gerencial no Grupo Siemens, onde iniciou como trainee em P.Alegre, atuando como controller corporativo e gerente financeiro. Com ampla vivência internacional, ocupou posições de destaque em diversas outras organizações, tanto como consultor e como colaborador, em cargos de direção, entre elas a maior empresa de energia elétrica da Suécia, a Vattenfall AB. Ênfase em planejar,organizar , gerir finanças, processos e informações. Prestou serviços de gestão finananceira à empresas de comunicação como Editora Editare e Tempestade Comunicação, (S.Paulo-SP), lojas de varejo, como Gramadense e Schneider ( P.Alegre-RS), empresas de automação industrial como Concisa (Salvador-BA) e de manutenção de redes elétricas como Paralelas (Feira de Santana-BA) , além da italiana Sixty Brasil do segmento de atacado e varejo de vestuário de alto luxo.
Foi líder comunitário em Salvador, quando trabalhava na Siemens local, e é voluntário de ong´s , entidades filantrópicas e de proteção ao meio ambiente, especialmente engajadas na questão da Responsabilidade Social Corporativa.
Atualmente é consultor senior e instrutor do INSADI e da sua Business Processes School na área de administração e finanças. |
|